segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A superbactéria e o medo de contágio

O alerta sobre o aparecimento de uma superbactéria resistente a quase todos os antibióticos e capaz de se espalhar pelos países do globo, suscitou o medo do surgimento de uma nova pandemia – poucos dias após o anúncio da OMS sobre o fim da pandemia de gripe A (H1N1).
O conceito de ‘super’ bactéria não quer dizer que é uma bactéria capaz de destruir tudo e deixar todos doentes. Na verdade é uma bactéria resistente a antibióticos e as infecções causadas por bactérias como essas, onde geralmente restam pouquíssimas opções terapêuticas.
A resistência de bactérias não é nenhuma novidade, a questão é a falta de perspectiva quanto à produção de medicamentos mais eficazes que está levando os laboratórios a reabilitar velhos antibióticos, como polimixina, e usando-os com novos para melhorar sua performance.

A necessidade por novas opções terapêuticas para o tratamento de infecções por bactérias multirresistentes é reconhecida pela comunidade científica. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) obriga farmácias a reterem receitas de antibióticos, cujo uso indiscriminado é apontado como um fator para o fortalecimento das chamadas "superbactérias".
É grande o potencial da bactéria de se tornar um problema de saúde pública mundial, e é necessária vigilância coordenada internacional para controlar a disseminação dos antibióticos e principalmente a higiene nos hospitais.
A grande preocupação é quanto ao alto investimento (cerca de 800 milhões de Euros) necessário para a produção de novas drogas, a descoberta em laboratório da molécula a ser usada contra as superbactérias até a comercialização do remédio produzido.

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